Camera Lucida/Camera Obscura

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022. Antonioni/DeLillo (I)

Notas sobre uma poética

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Lucas Baptista
Aug 13, 2024
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“It’s like an Antonioni movie.” A frase consta na segunda página de Americana (1971), romance de estreia de Don DeLillo. O narrador deixa as ruas movimentadas de Manhattan – ao fim de um ano “tedioso e sinistro”, e ao som de bandas marciais que evocam o “lamento das antigas legiões cristãs” – para ir à festa na qual mencionam o cineasta italiano. Neste livro, que logo se torna uma travessia pelo deserto, o protagonista é ele mesmo um cineasta. Mais recentemente, DeLillo apresentou uma sessão de Il deserto rosso no Festival de Roma.

Antonioni e DeLillo estão entre os artistas aos quais mais retornei nos últimos anos. Além da influência de um sobre o outro, são as coincidências, os paralelos e as convergências que me interessam. À medida que juntava notas sobre os romances e os filmes, o que parecia emergir era uma poética comum, ideias que definem um temperamento compartilhado, temas e formas que localizam essas obras na mesma região do modernismo tardio.

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